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COTIDIANO PSI
A Nossa Mente, Mente

A Nossa Mente, Mente

Sofremos com a necessidade que temos de afeto, barganhamos sensações e sentimentos em busca de preenchermos esse imenso vazio que nos angustia.

Entre o medo e a culpa, vivemos a ilusão do amor. Não nos estruturamos conforme a realidade, inventamos falsas verdades, as que nos interessa para darmos conta de nossas vidas e tudo que desejamos é que nossos pensamentos se tornem realidade.

Desejamos que o outro nos dê tudo que não temos, mas somos avarentos, queremos receber e nem sempre queremos dar, e quando damos colocamos peso e medida no afeto.

Temos fome de afeto, de contato, de reconhecimento, de sexo, do outro, do novo e mesmo diante de tantas necessidades morremos de fome, por medo. Medo da rejeição, da frustração, do abandono, medo de nos conhecermos e nos permitir sermos conhecidos. Seqüestrados pelo medo e pela solidão deixamos de ser seres apaixonantes e  passamos a ser seres "abandonantes".

Mas a natureza do ser humano é implacável, buscamos a sobrevivência, e para não morrermos de fome, o corpo vai gritar por socorro, até que a alma seja ouvida. E grita através da depressão, da ansiedade, das dores, das fobias, dos transtornos alimentares, e de tantos outros gritos que ele conseguir produzir para nos alertar para o sentido da vida. 

 

14 / Out / 2018
Rose Fernandes

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