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COTIDIANO PSI
Ano Novo, Tempo Novo?

Ano Novo, Tempo Novo?

O homem moderno é um indivíduo aprisionado pelo tempo. Vive em uma realidade em que os ritmos são mutáveis e complexos.

O tempo do trabalho repetitivo e frenético, das amarras sociais, da escravidão ou anulação de seus rituais, da escassez do tempo para a solidão, da liquidez das relações afetivas é o que nos aprisiona tornando-se fonte de grande sofrimento físico e mental.

Saber utilizar nossas frações de horas, dias e anos, pode determinar a diferença entre uma vida adoecida ou saudável. Valemos-nos de erros e acertos, medos e angústias de cada experiência de vida para dar sentido ao tempo.

Frequentemente, ao final de cada ano, nos deparamos com análises angustiantes do ano que se finda e nos planejamos para o próximo com desejos e anseios, que sabemos que provavelmente não serão cumpridos.

Então porque insistimos em controlar o incontrolável tempo? Talvez nossa atenção esteja demasiadamente concentrada em um passado que ecoa no presente ou nas projeções de um futuro de soluções desejáveis e de realizações que nos salvem das intemperes do presente.

Mas o passado só nos referencia aos acertos e erros que vivemos, são imutáveis; e o futuro é uma abstração, não existe. Portanto ambos só podem ser construídos no presente. Nossas ações no aqui e agora é que vão influenciar este chamado futuro, sempre incerto, surpreendente, imprevisível.

Quem sou eu hoje, como ajo hoje, o que sinto hoje, como penso hoje, no fluir de cada momento que compõe este espaço denominado tempo, embasado na dignidade e respeito a mim e ao outro, é o que dará sentido à existência, nesta grande aventura que é a Vida.

Não desperdice o seu tempo os poucos, ele é muito valioso!

 

 

12 / Dez / 2018
Rose Fernandes

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