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COTIDIANO PSI
Aprendemos a Amar?

Aprendemos a Amar?

Deveria ser proibido amar sem amor, porque é exatamente assim que aprendemos a amar, aprendemos sem amor. O que fazemos é compartilhar nossas carências, contaminamos o amor com o que nos falta, o forçamos a caber dentro das nossas falhas. É como vestir no outro uma roupa que não lhe cabe.

Amamos infantilmente com uma insaciável sede de amor e na ansiedade de sermos amados sofremos porque não temos a garantia, a certeza, de que teremos nossa sede de amor saciada. Condicionamos nosso bem-estar ao amor a ser recebido, fazemos trocas de misérias afetivas e aprendemos a ansiar por receber e não a dar amor.

Nosso amor aprendido é limitado e limitante, só o alcança quem estiver por perto. É um movimento de curto alcance, feito de fora para dentro enquanto deveria ser ao contrário porque sua plenitude só se alcança se for de dentro para fora.

Se o amor não trouxer em si a liberdade, não é amor. Se for dependência do outro, não é amor. Se for sacrifício e dominação, não é amor.

O amor é livre, é leve, é de graça.

Se o amor verdadeiro parte de nós em direção a algo não existe outro caminho possível para alcançá-lo senão se amando, aceitando-se em toda condição humana de seres incompletos, desta forma estaremos prontos a compartilhar o amor próprio e disponíveis para o relacionamento com o outro.

03 / Jun / 2019
Rose Fernades

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