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COTIDIANO PSI
Minha culpa, minha máxima culpa.

Minha culpa, minha máxima culpa.

A culpa é um dos sentimentos mais eficazes na autoflagelação e um instrumento poderoso ao qual podemos ser submetidos no jogo de manipulação na relação com o outro.

Culpa é o padecimento emocional, gerado por um comportamento tido como reprovável pela própria pessoa, calcado nos valores, regras e normas adquiridos através da família, religião, escola e toda forma de aculturação social.

Esta voz interna e por vezes externa, nos diz que poderíamos ter feito algo diferente em determinada situação e não o fizemos.

Partindo do princípio que não existem certezas em nossas escolhas, já que somos seres imperfeitos errados e errantes nesse mundo, não somos capazes de fazer sempre as melhores e as mais assertivas escolhas diante de tantas situações que a vida nos apresenta diariamente.

A vida simplesmente acontece se apresenta e não temos a capacidade de controlar seus efeitos. Somos impotentes diante do todo e de tudo.

Aceitar a possibilidade do erro é aceitar nossa humanidade com humildade, e essa aceitação nos liberta da culpa. Estamos sempre entre o céu e o inferno que nos habita. Aceitar nossas fraquezas, inconsistências, contradições e falhas nos colocam diante do céu; não acertamos tudo, não controlamos nada e quase nada compreendemos, o contrário nos remete a prisão infernal.

A culpa é uma dívida impagável, um crime que não prescreve. Somos responsáveis pelos nossos atos, alguns poderão ser remediados, muitos serão irreparáveis.

Resta-nos as des-culpas, o auto perdão, e aprender com os erros para que possamos fazer melhor da próxima vez.

Ouça sua intuição sem a contaminação dos ruídos sociais, liberte sua mente dos padrões impostos, seja coerente com suas verdades, limpe sua alma daquilo que te intoxica.

 

17 / Ago / 2019
Rose Fernandes

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